O MÁGICO

Confira essa nova animação do diretor de Bicicletas de Belleville.

BALADA DO AMOR E ÓDIO

Confira nossa crítica sobre o mais novo filme do cineasta espanhol Álex de la Iglesia.

FRIDA KAHLO EM SEIS SENTIDOS

O projeto de extensão “cores” nos convida inicialmente a um espetáculo sobre a vida da artista plástica, mexicana, Frida Kahlo.

ARTEROTISMO - UM CONVITE

Gente! Ontem eu fui ao evento #OqueDjaboÉIsso, onde tive o prazer de assistir ao ótimo espetáculo "As cores avessas de Frida Kahlo"...

"A CULPA É DA SOCIEDADE"

A sociedade é culpada: Esse foi um entre outros discursos gritados nesses dias que sucederam a “tragédia do realengo”...

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

FOLCLORE NAS HQS NORDESTINAS COMO SINTESE DA VIDA.


         
          O cenário nacional mais interessante, na minha muito humilde opinião, esta na produção das hqs alternativas, a preocupação dos autores que objetivam narrar uma história, representando nossa cultura de certa forma. Realmente, é louvável e até mesmo inovador essa ideia. Essa perspectiva é destoante do que vem se apresentado ao leitor. Somos essencialmente habituados a consumir publicações que vem de fora, de outros lugares, como EUA, Europa e Japão. 
        Pouco são os leitores que deixam de consumir algo desse cardápio para prestigiar o que se produz nacionalmente. A invasão de conteúdo externo também é uma invasão cultural, pois sempre “preferimos o que é produzido de fora porque o nacional deixa a desejar” – assim diz um leitor a mim.
            Fiquei em casa remoendo essa última frase e me perguntando – onde raios essa criatura andou nas últimas duas décadas? O quadrinho independente e alternativo é tão bom é de qualidade excelente quanto qualquer hq externa, isso é um fato! Obviamente, existe muitas que não o são, como também existe nas hqs estrangeiras. O fato é que existe na produção nacional qualidade e diversidade magníficas capazes de rivalizar com o as novelas gráficas expostas por aí.
            Refletindo a partir de constatações como essa, pensei mais um pouco e conclui que se os quadrinhos nacionais estão em nível de igualdade com os estrangeiros o que seria necessário para diferenciá-lo da concorrência?  Penso que temos aqui um motivo para nos aprofundarmos um pouco mais em nossas considerações sobre um aspecto relevante da enorme produção nacional, a saber, hqs que tenham como tema o folclore nacional. Não pretendo listar aqui as várias publicações que abordam esse tema específico, pois temos blogs que fazem isso melhor do que eu. Mas minha pretensão esta em considerar o assunto e indicar três obras nacionais que tenham esse tema e fazer minha breve resenha sobre elas, depois expor algumas considerações a respeito.
            A primeira obra que vou indicar chama-se Maldito Sertão – Já, sei, já sei de novo falando sobre o Maldito Sertão!! Vai confessa que está ganhando um trocado pela propaganda nê? Não, não estou, mas o objetivo aqui é fazer uma análise da relevância do tema para a produção nacional e mostrar que esse pode ser um caminho viável de alternativa para o material homogêneo que está aí.
            Maldito Sertão é uma adaptação da obra de mesmo nome do escritor potiguar Márcio Benjamin. São contos que tem como tema o folclores brasileiro e seus causos. A Novela Gráfica tem como autores Cristal Moura, Mário Rasec, Leander Moura, Renato de Medeiros Jota e Rodrigo Xavier, todos eles fazem parte do coletivo Quadro9 responsável por transformar o livro de Márcio Benjamin em quadrinhos. Nesse sentido, vale salientar uma importante contribuição do grupo a produção da hq ao mesmo tempo que esta em sintonia com o autor original, no caso Márcio Benjamin; os contos adaptados para hq são adaptações não transliterações iguais. Algumas vezes bem mais sombrias. A parceria com o escritor potiguar deixa a interpretação dos mitos e dos escritos submissos a imaginação do grupo o que rendeu uma obra impar e totalmente independente. Vale a pena ler e constata até onde os mitos podem reder histórias de arrepiar o cabelo da espinha.
            A segunda hq que pretendo abordar aqui é a hq Mapiguari de Deuslir. Essa hq fez parte da primeira leva de quadrinhos publicados sobre o projeto primeira edição supervisionada por Luiz Elson. Nessa hq Deuslir aborda a figura folclórica do Mapinguari que segundo o dicionário cascudeano “É um animal fabuloso semelhando-se ao homem, mas todo cabeludo. Os seus grandes pelos o tornam invulnerável”. Na história o autor da hq aborda a história de forma fantasiosa no qual o mito e uma criança possuem uma interação bastante peculiar. A história transcorre com uma narração fluída e concisa, até porque penso que foi projetada para ser assim. Não é uma edição luxuosa, a capa é couche mas o miolo é de papel pisa-bright penso, o que pode incomodar alguns leitores mais melindrosos, mas recomendo a leitura fortemente.
            O terceiro quadrinho que desejo recomendar tendo como tema o folclore, só que sob o aspecto do cangaço, é O olho do diabo. Obra magnifica tendo o autor Monzart Couto como escritor e ilustrador, considerado o Miguelangelo dos quadrinhos.  Nessa hq podemos mostrar a versatilidade de Monzart ao brincar com o folclore e o cangaço em suas histórias. Ele visa explorar os limites dos mitos brasileiro ao mesmo tempo que o autor mineiro busca aprofundar o horizonte do cangaço, não como narrativa congelada em um momento histórico, mas de expor sua elasticidade como tema possível de ser tratado de diversas maneiras.  Sempre gosto dos trabalhos competentes de Monzart Couto, ele é genial e um dos poucos que sabe trabalhar com o cangaço e o folclore no qual está envolto.
            Todos esses quadrinhos acima descritos pretendem descrever o ambiente e cultura nordestina. Por isso a fauna, a caatinga, a vida do sertanejo e seus mitos e...monstros, isso mesmo monstros, são motivos e temas de suas histórias! A região nordeste com suas peculiaridades são um lugar efervescente de histórias prontas para ser contadas, sejam elas escritas ou descritas por hqs. Os autores teem nessa cultura um manancial promissor e bastante fértil para tomar como base para suas histórias em quadrinhos. Atualmente o tema que aborda esse cenário nordestino, como pano de fundo de suas histórias, vem sendo feitas com regularidade.
            É maravilhoso perceber como esse cenário desértico, inóspito e árido que deveria ser motivo de resistência dos autores a evitar o assunto, fez o contrário, tornou-se uma força motora responsável pela ascensão do tema entre os autores. Mas nem tudo são flores, pois aqueles que se dignam explorar esse tema, ainda fazem timidamente e poucos são os que realmente entendem do tema. Considerando a irregularidade de autores de outros estados e até mesmo do próprio nordeste que não centraliza suas histórias nesse cenário. Fica evidente que explorar o folclore nordestino, o cenário e os mitos podem proporcionar histórias maravilhosas e bastante interessantes. Seja como for, posteriormente pretendo retornar esse assunto, devido  existir muitos exemplos de autores que abordaram brilhantemente esse tema. Fico por aqui e abração a todos!!!


Renato de Medeiros Jota      

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

LANÇAMENTO DE COLETÂNEA DE CHARGES E RELANÇAMENTOS DE HQS









 Dia 08 de Fevereiro de 2020, no Beco da Lama, mais precisamente na feira de quadrinhos de Natal/RN, na Cidade Alta. Teremos o lançamento da coletânea de charges comemorando os os primeiros anos na Tribuna do Norte do chargista Rodrigo Brum. O livro Tribrumna, são Mais de 200 charges, coloridas, distribuídas em 132 páginas. Valor: R$ 20,00 (pagamento via depósito na caixa, bradesco ou direto com o próprio Rodrigo Brum), frete para todo o Brasil: R$ 15,00 (na caixinha). Frete grátis para Natal/RN. PROMOÇÃO ESPECIAL PARA EDUCADORES: OS PRIMEIROS 100 PROFESSORES SÓ PAGAM O FRE, O LIVRO SAI DE GRAÇA!








Também vamos ter relançamento de Insonho dos autores Leander Moura e Cristal Moura que igualmente participaram da coletânea nacional de terror VHS. Uma imersão de terror e incomodo no seio do território potiguar. Vale ressaltar que os autores estão lá com vários prints, toys, agendas personalizadas e diversas outras novidades para o publico que chegar lá.

terça-feira, 2 de julho de 2019

NEKROTONIC Official Trailer (2019) Monica Bellucci, Sci-Fi Movie HD









Essa ficção promete demais

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Bom dia 247 (10.6.19): Lula Livre hoje ou o Brasil acaba

quinta-feira, 18 de abril de 2019

A ESQUERDA CRUZOU OS BRAÇOS E TOURNOU-SE PLATEIA?








          Uma questão incomoda é o silêncio que se abateu sobre a esquerda diante da situação atual que ruma para o caos social e econômico do país. A falta de mobilização, a apatia generalizada, as disparidades ideológicas existentes entre as mais diversas representações da esquerda existentes, silenciadas durante o pacto feito pelo PT para o projeto de governabilidade do partido, possivelmente contribuíram para tal situação. Durante todo o período do governo PT, os movimentos foram sufocados, dissipados e acalmados em prol da governança, o resultado disso foi a total e inteira fragmentação, desmobilização e afastamento do pensamento de esquerda da população, tão intima em tempos passados do povo, e sua subseqüente politização.
            A atual situação de distanciamento e entendimento entre as mais variadas ideologias, representadas pelos partidos, e a caça, criminalização a tal pensamento, representando pelo impeachment da presidenta Dilma e prisão de Lula, pela ultra direita, são pistas que podem nos levar a um entendimento de tal situação. Os ataques políticos e ideológicos estão pautados tanto no âmbito econômico e de perseguição da esquerda, que criminaliza e difama os seus representantes, contribuiu também como combustível que dá pistas para se compreender esse silêncio incomodo. Devemos fazer uma análise mais profunda sobre esse assunto, centralizando nossos esforços na busca de entender qual o motivo dessa falta de ímpeto de luta que tais movimentos tinham há tempos não muito distantes e que agora simplesmente encontra-se adormecidos. A impressão que se tem é que houve o afastamento da esquerda durante o governo petista das massas e a troca da mobilização permanente, pela politização das pautas sociais das esquerdas no âmbito, apenas, político e afastando-se da mobilização das ruas. Esse afastamento é evidente diante da crescente desconfiança do trabalhador com o seus sindicatos, insuflado muitas vezes pelo lideres sindicais colocados pelos patronato.  Além disso, pode-se dizer que o ambiente sindical se tornou cozinha dos partidos de esquerda, tendo alguns deles aparelhado o próprio sindicato durante a última década, o que desmotiva a mobilização da clásse trabalhadora que lhe dá sustentação e termina por afastá-la.

            O distanciamento do povo, da permanente conversação e mobilização de seus interesses, pelo discurso cada vez mais político, onde o jogo do toma lá da cá é premissa. Contribuiu para a desconfiança e afastamento do trabalhador dos sindicatos e da esquerda. O fracasso de luta contra a corrupção, e a desconfiança de que as esquerdas se corromperam no processo de governabilidade do PT, serviu para aumentar a desconfiança do povo com o pensamento de esquerda que prometia diferenciar-se de tal política se mostrou decepcionante para o trabalhador. Com isso, surgiu uma profunda fratura entre trabalhadores e lideres de esquerda que nos levou até o momento presente de aparente suspensão. Nesse sentido, podemos evocar o titulo de um livro de Lenin "que fazer?" para representar o atual momento de hibernação da esquerda. A atual situação reflete um discurso de ódio captaneada pelo pensamento de uma classe burguesa medíocre, mídias corrompidas representantes do capital especulativo, arquitetada por um plano externo vindo do tio Sam que deseja trazer os países latino americanos para seus cascos, objetiva justamente demonizar a esquerda e principalmente os movimentos sociais.
            Diante da fragmentação atual da esquerda, do afastamento do povo, dos conflitos ideológicos, envolvimento da corrupção, etc., necessita-se repensar a esquerda e mais ainda, criar uma pauta que venha a unir todas as esquerda e voltar a aproximar-se do povo, das classes de onde saíram e retomar as mobilizações. Nesse sentido, voltamos a fazer a pergunta o que fazer? Qual a solução possível para que a esquerda volte ao rumo até então perdido? O desarrumo esta, se podemos localizar o ponto do problema, na metralhadora de polemicas e discursos diversos, muitas vezes sem um fundamento que desarticulam e afastam qualquer possibilidade de discurso palpável. As fake news, as polêmicas ocasionadas pelo representante do executivo e seus ministros, a violenta repressão que vem aumentando nas camadas mais baixas da sociedade, a precarização das instituições e a recolonização do país. Todas essas pautas são foco de destruição do país e da crise que se tornará cada vez mais frágil a democracia e a constituição.
         
   A forte rentização da economia e a briga híbrida existente no plano da geopolitica, tornam o centro da discussão bastante polemizada, o que torna difícil uma "costura" para unir as esquerdas diante do calendeiscopio de pseudo informações, falta fundamento, falta chão estável para A VERDADE, esse problema não é só no Brasil, esta em todo o mundo globalizado. O ataque a esquerda é mundial, o avanço do fascismo, do neocolonialismo e hypercapitalismo, é um plano de destruição e de retomada de território.
            Se faz necessário uma re-conscientização, a retomada do diálogo e o combate ao discurso de ódio e alienação. Para isso, necessita-se da esquerda reviver, se inflamar, voltar a ser o que era, melhor ainda, renovar-se como uma fenix, mas como isso acontecerá é assunto para outras considerações, futuras que cabe uma reflexão mais prontamente.

Postado por Renato de Medeiros Jota