O MÁGICO

Confira essa nova animação do diretor de Bicicletas de Belleville.

BALADA DO AMOR E ÓDIO

Confira nossa crítica sobre o mais novo filme do cineasta espanhol Álex de la Iglesia.

FRIDA KAHLO EM SEIS SENTIDOS

O projeto de extensão “cores” nos convida inicialmente a um espetáculo sobre a vida da artista plástica, mexicana, Frida Kahlo.

ARTEROTISMO - UM CONVITE

Gente! Ontem eu fui ao evento #OqueDjaboÉIsso, onde tive o prazer de assistir ao ótimo espetáculo "As cores avessas de Frida Kahlo"...

"A CULPA É DA SOCIEDADE"

A sociedade é culpada: Esse foi um entre outros discursos gritados nesses dias que sucederam a “tragédia do realengo”...

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

O HORROR NOS QUADRINHOS PRECISA SE REINVENTAR


            Estava no Mahalila, esperando meus camaradas, Leandro, Cristiane e Mário para prestigiarmos uma exposição que aconteceria lá de algum conhecido que não me lembro agora. Estava com o costumeiro bom humor de quem esta prestes a completar seus 47 anos. Pensava comigo mesmo: "bem um ano mais próximo da morte e longe da sabedoria...", enquanto me distraia com esse pensamento, as pessoas ao redor mantinham suas relações estreitas, conversas animadas sobre a vida, relações amorosas, religião, política e demais assuntos. Nada daquilo me fazia esquecer meu egoísmo intimo. Mas em um lugar tão animado e próximo da universidade haveria de surgir um assunto mais interessante do que meu próprio ego? Haveria de existir algo capaz de me tirar de meu próprio auto interesse... e aconteceu! O assunto era sobre o medo. O relato partia de dois jovens de cursos diversos. Acredito que a moça estudava matemática e o rapaz letras, mas isso não me importava, o assunto era o que me interessava! O medo, foi ele que me fez refletir sobre o seu percurso e estudá-lo de um tempo para casa. Comecei os estudos sobre isso correlato ao estudo sobre folclores e horror brasileiro e as reflexões que tive é o motivo desse artigo!
          Observando o cenário antigo e atual em que o fenômeno do tema Terror/Horror, assunto marginal em décadas anteriores, vem tornando na última década o centro de muitas discussão tanto do audio visual  como na literatura. Tema periférico sempre abordado nas sombras, renegado as cercanias da cultura, veio para a superfície na última década, especialmente no Brasil.
 deveríamos refletir por que isso acontece agora e não antes, já que em séculos anteriores e mais recentemente em décadas passadas como as de 70, 80, 90, 2000, houve incursões relativamente promissoras e inventivas que tinham o Terror/Horror como tema. Por isso perguntar: qual o motivo,  de  no fim da segunda década do século 21 o Terror/ Horror emergir com tanta força agora, algo análogo ao dos séculos XVII e entrando no começo do século XX (vale salientar, guardadas suas devidas proporções), e perdendo sua força ao longo até a virada do século XXI. Este é o mote dessa reflexão. Talvez a segunda questão a ser discutida aqui é a respeito do terror/horror atrair tanto a atenção de leitores e espectadores das películas primeiramente na literatura e depois cinematográficas já que tem-se tantos assuntos que chamam atenção nesse universo de temas espalhados por aí. 
            Tais questões discutiremos no decorrer de alguns artigos em que falaremos de três eixos centrais importantes para o tema terror/horror que são Literatura, História em Quadrinhos e Cinema . Essa ordem cronológica visa apenas ressaltar o desenvolvimento do tema desde seu aparecimento até desenvolvimento em outras mídias e formas de arte. Dentro de cada uma delas, que abrange muitos assuntos desde revistas, cartazes, relatos históricos, Folclore local, passando por diversos temas  temas variados envolvendo o terror/horror nas Histórias em Quadrinhos culminando em vertentes que passeiam pelo imaginário e experimentalismo lisérgico. A literatura até certo ponto, foi por um longo tempo, o reduto e principal repositório do tema do medo e horror para o público, apesar de tema bastante discutido, sua relevância sempre esteve no imaginário dos leitores e telespectadores, mas nunca como motivo de analise sincera e profunda de pesquisa tanto fora como dentro do país. Talvez atualmente essa falta venha sendo sanada, principalmente na literatura desde a segunda metade do século 20 e inicio do 21.
               No Brasil a pesquisa sobre o assunto, até onde eu saiba carece de fontes confiáveis que faça uma geografia dos autores -, e se existem são tímidas e mau divulgadas. Tais temas e estilos que tenham sua centralidade no assunto terror/horror não atrai a atenção de imediato, sempre acontece perifericamente, por noticias da violência quotidiana ou por doenças que se alastram e despertam o medo do fim humano. Essa ambiguidade em relação ao medo em que uma ora a evitamos e na outra a abraçamos,  talvez aconteça devido a humanidade ter chegado tão longe guiados por ela, seja desviando de bairros perigosos, evitando guerras, o clima e intempéries que tragam algum mau a pessoa ou o simples fato do sobrenatural ocorrer em sua vida.
             Decorrente disso, para o noviço no assunto se faz necessário explorarmos o significado das palavras Terror e Horror em questão e reiterar que o objetivo nesse artigo é estudar em que sentido o medo contribui para a produção na literatura de histórias de horror/terror, também para as HQS e Cinema. Comecemos por definir o que cada uma significa e o que as difere. Primeiramente começaremos por:

Horror segundo o Dicionário Aurélio significa:


Sm. 
1.  sensação arrepiante de medo, pavor. 2. Receio, temor, 3. Repulsa, aversão. 4. Aquilo que inspira horror.

Já o significado de Terror segundo o mesmo Dicionário é:
Sm. 1. Estado de grande pavor. 2. grande medo ou susto.

            Observando as duas palavras não nos parece existir grandes diferenças entre uma e outra já que ambas parecem palavras homônimas que se escrevem com sentidos semelhantes, mas na realidade possui sutis diferenças, mas onde estaria a diferença? Talvez se consultássemos outras fontes para nos aprofundarmos no entendimento do assunto poderíamos chegar a uma definição melhor. Recorramos a duas explicações que estão muito interligada, o mito e a psicologia.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

FOLCLORE NAS HQS NORDESTINAS COMO SINTESE DA VIDA.


         
          O cenário nacional mais interessante, na minha muito humilde opinião, esta na produção das hqs alternativas, a preocupação dos autores que objetivam narrar uma história, representando nossa cultura de certa forma. Realmente, é louvável e até mesmo inovador essa ideia. Essa perspectiva é destoante do que vem se apresentado ao leitor. Somos essencialmente habituados a consumir publicações que vem de fora, de outros lugares, como EUA, Europa e Japão. 
        Pouco são os leitores que deixam de consumir algo desse cardápio para prestigiar o que se produz nacionalmente. A invasão de conteúdo externo também é uma invasão cultural, pois sempre “preferimos o que é produzido de fora porque o nacional deixa a desejar” – assim diz um leitor a mim.
            Fiquei em casa remoendo essa última frase e me perguntando – onde raios essa criatura andou nas últimas duas décadas? O quadrinho independente e alternativo é tão bom é de qualidade excelente quanto qualquer hq externa, isso é um fato! Obviamente, existe muitas que não o são, como também existe nas hqs estrangeiras. O fato é que existe na produção nacional qualidade e diversidade magníficas capazes de rivalizar com o as novelas gráficas expostas por aí.
            Refletindo a partir de constatações como essa, pensei mais um pouco e conclui que se os quadrinhos nacionais estão em nível de igualdade com os estrangeiros o que seria necessário para diferenciá-lo da concorrência?  Penso que temos aqui um motivo para nos aprofundarmos um pouco mais em nossas considerações sobre um aspecto relevante da enorme produção nacional, a saber, hqs que tenham como tema o folclore nacional. Não pretendo listar aqui as várias publicações que abordam esse tema específico, pois temos blogs que fazem isso melhor do que eu. Mas minha pretensão esta em considerar o assunto e indicar três obras nacionais que tenham esse tema e fazer minha breve resenha sobre elas, depois expor algumas considerações a respeito.
            A primeira obra que vou indicar chama-se Maldito Sertão – Já, sei, já sei de novo falando sobre o Maldito Sertão!! Vai confessa que está ganhando um trocado pela propaganda nê? Não, não estou, mas o objetivo aqui é fazer uma análise da relevância do tema para a produção nacional e mostrar que esse pode ser um caminho viável de alternativa para o material homogêneo que está aí.
            Maldito Sertão é uma adaptação da obra de mesmo nome do escritor potiguar Márcio Benjamin. São contos que tem como tema o folclores brasileiro e seus causos. A Novela Gráfica tem como autores Cristal Moura, Mário Rasec, Leander Moura, Renato de Medeiros Jota e Rodrigo Xavier, todos eles fazem parte do coletivo Quadro9 responsável por transformar o livro de Márcio Benjamin em quadrinhos. Nesse sentido, vale salientar uma importante contribuição do grupo a produção da hq ao mesmo tempo que esta em sintonia com o autor original, no caso Márcio Benjamin; os contos adaptados para hq são adaptações não transliterações iguais. Algumas vezes bem mais sombrias. A parceria com o escritor potiguar deixa a interpretação dos mitos e dos escritos submissos a imaginação do grupo o que rendeu uma obra impar e totalmente independente. Vale a pena ler e constata até onde os mitos podem reder histórias de arrepiar o cabelo da espinha.
            A segunda hq que pretendo abordar aqui é a hq Mapiguari de Deuslir. Essa hq fez parte da primeira leva de quadrinhos publicados sobre o projeto primeira edição supervisionada por Luiz Elson. Nessa hq Deuslir aborda a figura folclórica do Mapinguari que segundo o dicionário cascudeano “É um animal fabuloso semelhando-se ao homem, mas todo cabeludo. Os seus grandes pelos o tornam invulnerável”. Na história o autor da hq aborda a história de forma fantasiosa no qual o mito e uma criança possuem uma interação bastante peculiar. A história transcorre com uma narração fluída e concisa, até porque penso que foi projetada para ser assim. Não é uma edição luxuosa, a capa é couche mas o miolo é de papel pisa-bright penso, o que pode incomodar alguns leitores mais melindrosos, mas recomendo a leitura fortemente.
            O terceiro quadrinho que desejo recomendar tendo como tema o folclore, só que sob o aspecto do cangaço, é O olho do diabo. Obra magnifica tendo o autor Monzart Couto como escritor e ilustrador, considerado o Miguelangelo dos quadrinhos.  Nessa hq podemos mostrar a versatilidade de Monzart ao brincar com o folclore e o cangaço em suas histórias. Ele visa explorar os limites dos mitos brasileiro ao mesmo tempo que o autor mineiro busca aprofundar o horizonte do cangaço, não como narrativa congelada em um momento histórico, mas de expor sua elasticidade como tema possível de ser tratado de diversas maneiras.  Sempre gosto dos trabalhos competentes de Monzart Couto, ele é genial e um dos poucos que sabe trabalhar com o cangaço e o folclore no qual está envolto.
            Todos esses quadrinhos acima descritos pretendem descrever o ambiente e cultura nordestina. Por isso a fauna, a caatinga, a vida do sertanejo e seus mitos e...monstros, isso mesmo monstros, são motivos e temas de suas histórias! A região nordeste com suas peculiaridades são um lugar efervescente de histórias prontas para ser contadas, sejam elas escritas ou descritas por hqs. Os autores teem nessa cultura um manancial promissor e bastante fértil para tomar como base para suas histórias em quadrinhos. Atualmente o tema que aborda esse cenário nordestino, como pano de fundo de suas histórias, vem sendo feitas com regularidade.
            É maravilhoso perceber como esse cenário desértico, inóspito e árido que deveria ser motivo de resistência dos autores a evitar o assunto, fez o contrário, tornou-se uma força motora responsável pela ascensão do tema entre os autores. Mas nem tudo são flores, pois aqueles que se dignam explorar esse tema, ainda fazem timidamente e poucos são os que realmente entendem do tema. Considerando a irregularidade de autores de outros estados e até mesmo do próprio nordeste que não centraliza suas histórias nesse cenário. Fica evidente que explorar o folclore nordestino, o cenário e os mitos podem proporcionar histórias maravilhosas e bastante interessantes. Seja como for, posteriormente pretendo retornar esse assunto, devido  existir muitos exemplos de autores que abordaram brilhantemente esse tema. Fico por aqui e abração a todos!!!


Renato de Medeiros Jota      

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

LANÇAMENTO DE COLETÂNEA DE CHARGES E RELANÇAMENTOS DE HQS









 Dia 08 de Fevereiro de 2020, no Beco da Lama, mais precisamente na feira de quadrinhos de Natal/RN, na Cidade Alta. Teremos o lançamento da coletânea de charges comemorando os os primeiros anos na Tribuna do Norte do chargista Rodrigo Brum. O livro Tribrumna, são Mais de 200 charges, coloridas, distribuídas em 132 páginas. Valor: R$ 20,00 (pagamento via depósito na caixa, bradesco ou direto com o próprio Rodrigo Brum), frete para todo o Brasil: R$ 15,00 (na caixinha). Frete grátis para Natal/RN. PROMOÇÃO ESPECIAL PARA EDUCADORES: OS PRIMEIROS 100 PROFESSORES SÓ PAGAM O FRE, O LIVRO SAI DE GRAÇA!








Também vamos ter relançamento de Insonho dos autores Leander Moura e Cristal Moura que igualmente participaram da coletânea nacional de terror VHS. Uma imersão de terror e incomodo no seio do território potiguar. Vale ressaltar que os autores estão lá com vários prints, toys, agendas personalizadas e diversas outras novidades para o publico que chegar lá.

terça-feira, 2 de julho de 2019

NEKROTONIC Official Trailer (2019) Monica Bellucci, Sci-Fi Movie HD









Essa ficção promete demais

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Bom dia 247 (10.6.19): Lula Livre hoje ou o Brasil acaba