O MÁGICO

Confira essa nova animação do diretor de Bicicletas de Belleville.

BALADA DO AMOR E ÓDIO

Confira nossa crítica sobre o mais novo filme do cineasta espanhol Álex de la Iglesia.

FRIDA KAHLO EM SEIS SENTIDOS

O projeto de extensão “cores” nos convida inicialmente a um espetáculo sobre a vida da artista plástica, mexicana, Frida Kahlo.

ARTEROTISMO - UM CONVITE

Gente! Ontem eu fui ao evento #OqueDjaboÉIsso, onde tive o prazer de assistir ao ótimo espetáculo "As cores avessas de Frida Kahlo"...

"A CULPA É DA SOCIEDADE"

A sociedade é culpada: Esse foi um entre outros discursos gritados nesses dias que sucederam a “tragédia do realengo”...

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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Okupando espaços e tempos (sobre silêncio, vazio e o nada)



Venho aqui diante da minha inquietação posta pela distância e a impossibilidade de ver com meus próprios olhos, pensar um pouco junto com vocês que acompanharam a Okupagaden do Departamento de Artes da UFRN. Hoje partindo em retirada, por temerem represália, ou sabe-se lá mais os porquês. Mas também convidar a todos a pensar arte, política e vida flutuando em dimensões que se atravessam. A dimensão afetiva e num campo de flutuação sensível comum ao homem. 














Acompanhei "tudo" pelo Facebook, então é provável que tenha poucos elementos para dialogar. Deixarei claro que não é meu objetivo aqui defender ponto de vista, meu ou de qualquer um envolvido intimamente ou não com esse ato de ocupação do Deart. Li comentários de amigos, artistas com quem trabalhei e tenho amizade, me entristeci com os depoimentos de alguns diante das ações propostas pelo grupo que ocupou não só as dependências do famoso, renegado e polêmico Deart. Mas tomou conta, ainda, da consciência, da vida e do pensamento de muitos sobre arte, espaços da arte e de proliferação de ideias, intervenções, performance, beleza, respeito e tantas outras potências que atravessam aquelas paredes, agora "sujas" de "pixo".  Acompanhei também o blog do Okupagarden e suas defesas poéticas e políticas. A expressão dos anônimos diante da impossibilidade de dizer o que significa essa "ocupação" e todo o universo que construíram frente a realidade hierárquica, administrativa e institucional da academia... Que não se limitam pelas fronteiras, espaços, tempos, culturas, palavras, imagens, corpos... Mas são todas elas, numa fabulação que possibilite dizer de algo que não pode ser dito, ou não deve ser dito, nem feito, nem vivido. Anseia por vir.

Então, me inquietei, pensei muito sobre tudo o que li e vi, pensei sobre o que pensei... Ontem, lendo a carta do professor Camilo Osório sobre esse "assunto", que vai muito além de um problema institucional, e das fronteiras da UFRN, ou do Rio Grande do Norte. Assim como as artes não se restringem aos museus, as paredes e muros... Percebendo a posição confusa de imparcialidade que me impus, não me sentindo no direito de falar sobre algo que não presenciei fisicamente, por não estar em Natal, e em contato direto com os envolvidos e as manifestações que ocorreram. Era tão omissa, ingênua, envergonhada, desorientada e impotente quanto a dos que podiam estar lá e não estiveram, ou os que estiveram e nada fizeram, dos que simplesmente pasmaram, se revoltaram ou ignoraram. Como a atitude confusa de quem vai a uma galeria, museu ou um espetáculo e em vez de contemplar as expressões artísticas, vira de costas e tira um autorretrato com elas de plano de fundo pra postar no instagram.
Talvez, pensar essa distância, sem os aspectos afetivos que me ligam ao lugar, (Deart) provocaram novas formas de dizer um pouco (junto) com essa manipulação e distorção de informações que circula frágil nas redes sociais e a força que elas tem de erguer e de por a baixo qualquer tentativa de ser e estar presente no mundo. Assim mesmo, nunca se viu um espaço tão "democráticos" de circulação de ideias. Eu costumo comentar entre os amigos que a internet democratizou a ignorância, e uma amiga completa: "nem aumentou, nem diminuiu". E isso não tem nada a ver com ser ruim, nem ser bom, ser melhor ou pior. Parece que tem mais a ver com uma espécie de fabulação, ou invenção com essa realidade; com uma infinidade de outras que compartilhamos, tomamos parte, mas desconhecemos, por ser impossível dar conta desse rizoma.
Por isso o movimento que reproduzo aqui hoje, incitada pelo Okupagarden, compartilhado pelo Facebook, é de pensar a dimensão estética e política que essa manifestação artística suscita. E acredito que pensar ainda não é conhecer. Concordo com Borges que "pensar é esquecer diferenças, é generalizar, abstrair". Continuo ignorante diante das palavras mudas e das imagens pensativas que se apresentam.
Por isso não tem a ver com ser ou não ser arte. Com respeito ou a falta dele. Com fezes, tijolo pendurado no pau, destruição de "obras"... Tem a ver com afeto. O que esse afetamento provoca? Pensar a respeito, ver ambos os lados, ou melhor não ver lado algum. Quem cria os muros? Ficar em cima dele, escolher um lado ou outro... vilão, vândalo, artistas, esteta, "reaça". A discussão não precisa ser essa, precisa? 
Os artistas de "rua" tem consciência da efemeridade de suas obras, senão, as colocariam em lugares fechados e não em paredes, que podem receber uma "mão de cal" por cima a qualquer momento. Eles vão justamente contra essa lógica do mercado da arte. Vide Banksy, Greco, os gêmeos e vários exemplos do filme Cidade Cinza (2013), que trata da política da prefeitura de São Paulo de passar uma tinta cinza por cima dos grafites da cidade. Tem a ver com memória e afeto, quando inquieta a sensibilidade do espectador, de quem fez daquelas artes parte de sua história, do seu cotidiano, de sua vida
Haveria de se gerar transformações através da possibilidade de expressão, que não abarca todos, não é unanime, nem muito menos útil. Mas que é potente quando diz e pensa de (im)possibilidades de vida.
Não se pode mais falar em arte, política, cultura... Essas palavras viraram "tabu" nas rodas de conversa. Quem as exclama é "taxado" de artista, erudito, pseudocult, intelectual. Tudo é subjetivo, é opinião, é blá, blá, blá ou é a certeza absoluta. Cultua-se o obsceno, o medo de experimentar, de falar, de expor, de contar um história, trocar experiências, de conviver, de fazer, de ver e de ouvir. 
Tenho muito carinho pelo Deart e por todos que conheço e que amam aquele lugar. Não defendo lados aqui. Mas convido a quem quiser, conversar, refletir, pensar, expressar não um ponto de vista, mas a derrubada de todos eles, desses muros imaginários que limitam, quando é o esfrega-esfrega (e as distâncias) dos corpos que produzem inquietação, calor, energia, vazios e vida. Vamos sair dos papéis, vamos reescrever a cena, improvisar os diálogos. Vamos arriscar e fracassar. Os dois ao mesmo tempo, fazer parte, tomar parte produzindo tensão e vazios, pra que hajam mudanças. Como diz Arnaldo Antunes "a batalha é o começo da trégua" e "bactéria num meio é cultura".

Lembro muito quando era criança ouvir os adultos dizendo, essa menina é muito "arteira", e até hoje quando penso em arte, tendo para esse sentido de uma criança que arrisca algo novo e desconhecido, que se machuca, que suja, que é inconsequente, imprevisível, improvável. É perturbador o quanto a imagem da arte na contemporaneidade suscita a dúvida e articula um processo emancipatório de nós espectadores e artistas. Então, que o odor da merda, as manchas das paredes, as ofensas, e mesmo o som angustiante do tijolo arrastando no chão, não reproduzam traumas, mas criem memórias e reverberem. Vamos ser crianças, dançar e "fazer arte"! 

Arnaldo Antunes
Cultura 
O girino é o peixinho do sapo
O silêncio é o começo do papo
O bigode é a antena do gato
O cavalo é pasto do carrapato
O cabrito é o cordeiro da cabra
O pecoço é a barriga da cobra
O leitão é um porquinho mais novo
A galinha é um pouquinho do ovo
O desejo é o começo do corpo
Engordar é a tarefa do porco
A cegonha é a girafa do ganso
O cachorro é um lobo mais manso
O escuro é a metade da zebra
As raízes são as veias da seiva
O camelo é um cavalo sem sede
Tartaruga por dentro é parede
O potrinho é o bezerro da égua
A batalha é o começo da trégua
Papagaio é um dragão miniatura
Bactérias num meio é cultura
Jorge Luis Borges, Funes o memorioso:
http://www.cfh.ufsc.br/~wfil/funes.htm

Trailer de Cidade Cinza:
http://vimeo.com/70506598

Blog do Okupagarden:

Obras de Banksy, Alberto Grego e Michel Basquiat.
http://www.banksyny.com/
http://www.albertogreco.com
http://basquiat.com/

Fotografia, os astistas Lucas Fortunato e Mario Rasec, como plano de fundo o painel do Deart de Fernando Paiva e parcerias (2012).

segunda-feira, 25 de julho de 2011

MANCHAS NO DINHEIRO E MANCHAS NA ALMA!


Hoje dia 25 de Julho de 2011 fui fazer uma compra no Nordestão da Zona Norte, precisamente o chamado Nordestão do Gancho, aquele que fica entre o Amarante e o Igapó próximo da avenida Tomás Landim. Peguei precisamente R$ 60,00 reais para comprar um pacote de fraldas, duas caixas de cremogema, alguns pães e uma caixa de maizena. Era precisamente umas 17: 45 hs da noite, chegando ao caixa, como de costume, espero a caixa me dá o valor final das compras o que não demora muito. O valor total ficou em torno de R$ 51,80 e prontamente saco três notas de 20 reais. Após alguns intermináveis minutos de um silêncio constrangedor da caixa, observando a nota (nunca vi uma expressão tão séria e angústiada de uma pessoa) e que parecia, que os minutos para mim demoraram eras, sendo que por fim, ela me comunica que tem uma alguma coisa errada com uma das notas de 20 reais (achei a principio que ela estava verificando se a mesma era verdadeira), e a qual eu repliquei " mas ela foi tirada no caixa eletrônico do Banco do Brasil !", mas não houve acordo e, assim ela precisaria consultar uma outra pessoa, provavelmente a pessoa responsável pelos caixas, e, então acendeu um sinal vermelho no caixa para que pudesse chamar a atenção do responsável que resolveria o problema. Neste instante, as pessoas percebendo o que estava acontecendo, pois infelizmente onde eu moro as pessoas ainda guardam a herança da curiosidade, fruto de décadas perdidas nas raízes interioranas do nosso Estado, passam a prestar atenção ao que esta acontecendo no caixa quatro, o caixa onde estou. Não é preciso dizer como me senti com todas aquelas pessoas me olhando e sabendo que uma das notas estava com uma mancha "rosa" a tão falada mancha do mecanismo de caixas eletrônicos responsáveis por manchar o dinheiro fruto de explosão de Caixas eletrônicos por bandidos que buscam o dinheiro fácil sem trabalhar para obtê-lo. Agora, imaginem a minha situação com as pessoas, no supermercado me olhando, não foi uma experiência fácil de digerir, pois o seu silêncio tinha a eloquência de um discurso inquisidor e acusador, mesmo que nada falassem, apenas o seu olhar bastava para me fazer desejar nunca ter ido comprar nada naquele dia. Após alguns minutos chega a responsável e depois de avaliar a nota ela diz "é... isto é um problema, esta mancha complica" e depois de avaliar novamente finalmente diz: "senhor por favor nos desculpe, mas nós não podemos aceitar esta nota...", estava tão constrangido com aquelas pessoas ali olhando a minha situação, que não deixei a responsável pelos caixas terminar a frase e tratei de utilizar apenas os 40 reais que não tinham tido problema e entreguei o pão para ver quanto ficava, mas o saldo ficou ainda alto, ficou em R$ 48,76 e eu só tinha R$ 40,00 reais então para encurtar todo o espetáculo, entreguei uma cremogema e uma maizena que finalmente deu o total de R$ 37,86 reais e sai o mais rápido que pude com as manchas no dinheiro e com Manchas na alma. Pensando friamente agora, concluo que não devo culpar a caixa e tampouco a responsável pelos caixas, afinal, elas estavam cumprindo a determinação de seu empregadores que possivelmente as orientou a não receber notas manchadas. Tampouco sei a quem culpar, os bancos responsáveis pelos caixas eletrônicos, o Estado por não coibir a violência e o roubo, pois afinal eles são pagos para isso, a sociedade por sempre aceitar as situações como se elas fossem normais ou a justiça que deixa que pessoas honestas e trabalhadoras sejam presas, condenadas injustamente, caluniadas ou constrangidas pelos crimes de outras pessoas que acham que podem obter, com o crime, vida mais fácil.

Seja como for neste dia me sinto um criminoso sem ter assaltado ninguém, não possuo arma, pelo contrário, eu as ódio, não ameacei, roubei, assassinei ou me corrompi por nada, todavia mesmo com todas estas "qualidades" ainda posso ser visto como um criminoso por uma mera predisposição do acaso. E pensar que Hume não acredita em acaso, provavelmente, foi apenas um grande mal entendido, acho que o filosofo Escocês, não mora em nosso país, pois se morasse começaria a ter a certeza que o acaso realmente não existe em nosso país, o que existe é descaso com aqueles que buscam viver do seu suor e trabalho que são as principais vitimas de uma situação que o país não consegue resolver. Acredito que continuará assim, com pessoas que buscam seguir a lei passando por constrangimentos enquanto os responsáveis continuam soltos e explodindo caixas. Então, que continuemos obtusos quanto as injustiças feitas a inocentes, pois já virou costume isto acontecer, infelizmente!


Pelo manchado, R.M.J.

terça-feira, 5 de julho de 2011

A FALÊNCIA DA EDUCAÇÃO EM NATAL E A IRRESPONSABILIDADE DO GOVERNO


Estamos em Julho de 2011, o Governo representado sobre a figura de Rosalba ameaça cortar salário e invalidar a Greve com um argumento “pífio” e “estúpido”, coisa retrograda e muito utilizada pelos governantes, diz que atendeu quase todas as reivindicações dos professores (eles dizem exigência, como se professores pudessem exigir alguma coisa) e que já não há motivo para a permanência da Greve. A argumentação esta pautada, como sempre, em uma inverdade como foi mostrado em uma reportagem de um jornal local:
Um dos três coordenadores do Sinte, o professor José Teixeira disse ontem que a assessoria jurídica do Sindicato estava preparando a defesa, na qual explica que o governo implantou o piso salarial apenas para dois mil professores do ensino médio, que tinham uma remuneração inferior a R$ 890,00. "O governo deixou de fora os graduados e professores com mestrados e doutorados". Teixeira também adiantou que o Sinte norteia a sua defesa no fato de que os 34% de reajuste alardeado pelo governo, só irá ser pago a partir de setembro e esse percentual só será alcançado em dezembro de 2011. Fonte: http://tribunadonorte.com.br/noticia/professores-apresentam-hoje-defesa-a-justica/187713; Natal, 05 de Julho de 2011 | Atualizado às 07:3
De fato é normal este posicionamento do Governante de nosso Estado, afinal, eles não têm nenhum compromisso com a Educação. Há muito tempo que os alunos e Escolas Estaduais figuram com os últimos lugares, como bem mostra o MEC. Não é a volta dos professores ou reposição das aulas como o quer o desembargador relator Virgílio Fernandes Macêdo Júnior, que já havia expedido o mandado de intimação para forçar os professores do Estado a voltar às aulas forçosamente; jogando mais uma vez (como sempre o fazem os representantes do governo), a responsabilidade pela inabilidade dos alunos, para passar nos exames mínimos exigidos pelas escolas normais e na seleção do Enem e vestibulares, nas costas dos professores. Enganam-se quem acha que professor em sala de aula quer dizer sucesso no ENEM e no VESTIBULAR isto é apenas um “tolo” argumento que deveria cair em desuso e que só convence, infelizmente, a população do Ensino do Estado que por não possuir Educação de qualidade que o incentive ao pensamento critico e reflexivo fica intelectualmente submisso a um argumento que há muito esta caquético e ultrapassado por pessoas ditas cultas e que quer “ o bem dos alunos”.
Entretanto a infelicidade maior esta igualmente pautada na forma covarde e submissa de muitos educadores que ao menor indicio de corte do salário ou no vislumbre de qualquer grão de melhora volta a dá aula ou simplesmente não adere ao movimento grevista por achar que não vai mudar nada ou que vai prejudicar os alunos. A estes digo os alunos com ele ou não em sala de aula já estão desde sempre prejudicados, não é sua permanência em sala de aula que vai mudar a situação. Além disso, existem aqueles que por pura tendência partidária ou pela admiração a quem esta no poder, não participa do movimento de reivindicação por melhoria na Educação pública, o que presta antes um desserviço a si mesmo e a todo o aparelho já “falido” da Educação do Estado do Rio Grande do Norte, excluindo-se do processo de debate e procura de melhoria prejudicando toda uma categoria. Existe, também, a utilização de estagiários para muitas vezes enfraquecer o movimento e poder de reivindicação da classe de professores objetivando a completa sujeição do ensino aos moldes que se encontram em nosso estado. No Rio Grande do Norte, o ensino nunca foi e talvez, se depender de quem esta no governo, será levada a sério. E os professores será sempre uma categoria marginalizada pelos governantes e culpada por uma sociedade sem educação que não tem capacidade de exigir daqueles que realmente podem fazer alguma coisa para mudá-la os seus governantes. Por isso procurem, movimentem-se no sentido de exigir melhoras naquilo que eles sempre prometem em toda eleição!
Agradeço a todos e peço que o todo poderoso nos ilumine nesta caminhada
Rmj.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Balada Do Amor e Ódio


Titulo Original: Balada triste de trompeta
Título Traduzido:Balada Do Amor e Ódio
Gênero:Drama
Duração: 107 Minutos
Diretor: Álex de la Iglesia
Ano de Lançamento: 2010


O mais novo filme do cineasta espanhol Álex de la Iglesia. Cheio de facetas poéticas, em um dramalhão teatral, a Balada triste de trompeta se mostra exageradamente maquiada de muito panqueique e delineada de uma sombra do terror. Ainda não lançado no Brasil.
O enredo começa de cara pretensioso, fazendo uma sátira a guerra civil espanhola. Parece de inicio uma típica comédia pastelão, quando com seus caricatos artistas circenses, pegos desprevenidos, são recrutados a lutar na guerra.
Chama a atenção as passagens de tempo extremamente bem montadas que nos levam até meados dos anos 1970. Sortidas de referências, artísticas (como Los fusilamentos de Goya), até personalidades (polêmicos) religiosas e políticas. Ambientando-nos ao universo tenso que nos reserva o filme.
São os palhaços a riqueza dessa obra, extremamente fortes e trabalhados dentro do argumento, e ainda sendo o único fio condutor do roteiro. Eles nos situam dentro do filme. Sem um trajeto linear, nem continuação, as cenas ficam desconexas umas das outras. Em alguns momentos parecendo outro filme.  
Embaralhando, romance, terror, drama e muito humor negro.  Numa sangrenta alegoria de um dos períodos mais sombrios da história da Espanha. A trama narra o conflito entre os palhaços Sergio, o palhaço tonto (Antonio de la Torre) e Javier, o palhaço triste (Carlos Areces), que apaixonados pela sexy trapezista Natalia (Carolina Bang) desencadeiam um insano e violento duelo por seu amor.
Algumas sequências são tão bizarras em seu drama que nos provocam risadas. Numa mistura louca de fantasia e realidade. Recomendo aos que gostam de violência, ação e aos que riem do grotesco.
Uma grata surpresa desse ano!


TRAILER: