O MÁGICO

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FRIDA KAHLO EM SEIS SENTIDOS

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"A CULPA É DA SOCIEDADE"

A sociedade é culpada: Esse foi um entre outros discursos gritados nesses dias que sucederam a “tragédia do realengo”...

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

"Santa é a carne que peca"





Trágico, em certa medida melancólico e ao mesmo tempo dotado de um intenso erotismo feminino, ao ponto de nos remeter aos poemas de Florbela Espanca, Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios (2011), é um longametragem dirigido por Beto Brant e Renato Ciasca, adaptado do romance de Marçal Aquino.  
O título de cara já nos intriga e nos convida ao desafio de achar seu sentido no decorrer das sequencias. Com uma ambientação um tanto marginal, tendo como plano de fundo uma cidade ribeirinha, o problema do desmatamento naquela região e os conflitos entre madeireiros e nativos, a trama se desenrola de forma não linear, vai revelando aos poucos de maneira propositalmente inadvertida a proposta dos diretores. 
Unindo a beleza de corpos nus, drama passional, amor incondicional e atuações intensas o filme vai ganhando forma, cena a cena. O enredo gira em torno de um triangulo amoroso entre um fotógrafo forasteiro, sua musa e o missionário religioso da cidade, mas também é enriquecido por personagens enigmáticos como o palhaço, e no mínimo intrigantes como o jornalista Viktor. Mas sem dúvida a musa Lavínia, personagem da Camila Pitanga que transcende o filme em vários aspectos.

Dono de uma fotografia retratista despretensiosa, mistura poesia e imagem, fotografia e palavra. Nos envolvendo num universo bucólico e misterioso. Mesmo nas cenas mais angustiantes o filme nos mostra é que enfrentar o inferno não é nada quando o diabo é o amor. Um romance intrigante, eu diria, do tipo "amá-lo ou odiá-lo". Lembrando-se sempre que amor e ódio andam juntos...  Afinal "não existe amor sem luta".