O MÁGICO

Confira essa nova animação do diretor de Bicicletas de Belleville.

BALADA DO AMOR E ÓDIO

Confira nossa crítica sobre o mais novo filme do cineasta espanhol Álex de la Iglesia.

FRIDA KAHLO EM SEIS SENTIDOS

O projeto de extensão “cores” nos convida inicialmente a um espetáculo sobre a vida da artista plástica, mexicana, Frida Kahlo.

ARTEROTISMO - UM CONVITE

Gente! Ontem eu fui ao evento #OqueDjaboÉIsso, onde tive o prazer de assistir ao ótimo espetáculo "As cores avessas de Frida Kahlo"...

"A CULPA É DA SOCIEDADE"

A sociedade é culpada: Esse foi um entre outros discursos gritados nesses dias que sucederam a “tragédia do realengo”...

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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Dia internacional da Dança

Em comemoração ao 29 de abril, dia internacional da dança, o BlogFases apresenta um evento dedicado à arte da dança. "Dancem ou estamos perdidos", uma semana inteira em homenagem a coreógrafa alemã que revolucionou o mundo da dança contemporânea, Pina Bausch. 

correção: Pina de Wim Wenders - 2011/ Sonhos de Dança - 2010

Mais informações:

Arte investigada

domingo, 25 de março de 2012

Intervenção artística


Olá pessoas!
Anteontem foi o evento divulgado por Weynna aqui no blog, que teve a exibição do documentário sobre a banda The Doors, uma intervenção artística e mais o show de duas bandas locais. O evento foi ótimo: o filme é excelente, com uma boa dose de música, poesia e arte; as bandas agradaram e animaram o público; a intervenção artística... bem, é sobre isso que quero me manifestar!
É sabido que intervenção é a ação de intervir, e que intervir é, segundo o dicionário, interferir em algo, modificar, participar, tomar parte voluntariamente, etc. É assim que acontece com a intervenção artística: ela vem como uma interferência; uma modificação do cotidiano a que estamos acostumados. Eu acrescentaria (ou sugeriria) uma outra palavra para esse sentido: provocação.
Inesperado: é assim que a intervenção artística chega.  Pessoas caminhando de forma diferente, usando roupas diferentes, pinturas no corpo, atitudes... atraem olhares de todos. A intervenção é mal-intencionada, ela não quer ser agradável. Eu na minha ignorância, recorro ao Google e encontro as seguintes afirmações:
"Embora a intervenção, por sua própria natureza, tenha um caráter subversivo, atualmente é tida como legítima manifestação artística, muitas vezes patrocinada pelo Poder Público. Mas, quando não autorizada, quase certamente será considerada como vandalismo e não como arte. Intervenções não autorizadas ou ilegais frequentemente alimentam o debate sobre os limites entre a arte e o simples vandalismo.
Essa forma de manifestação também expande os conceitos de arte pois, afinal, se uma pedra pintada de vermelho, uma ilha encoberta por um pano e um homem andando de saia numa avenida movimentada de São Paulo são exemplos de manifestações artísticas, então o que (não) seria arte?".
Essa arte não vem para ser "apreciada", no sentido clássico da palavra, mas sim, para incomodar. É a arte da "não-indiferença", porque é realmente impossível ficar indiferente. Aos que gostam, é um estímulo às diversas interpretações; aos que não gostam, é uma fonte para discussões, para (mais) manifestações. É uma oportunidade de ser público e de ser artista ao mesmo tempo. Mais uma chance de abrir as portas da percepção e de gerar opinião sobre a arte pela arte.
Bom início de semana!

quarta-feira, 21 de março de 2012

Transponha as portas da percepção


Um castelo de cartas se constrói em pouco mais de 80 min de som no palco do longa-metragem documental sobre a banda americana The Doors. Com uma certa frieza misteriosamente envolvente, Dicillo apresenta um Morisson humano e artístico, com todas as polêmicas ligadas à banda vistas de um ângulo ao mesmo tempo muito próprio e impessoal. As polêmicas construídas em volta da figura única que foi o líder da banda The Doors, acabaram se tornando indissociáveis da ascensão da banda, mas não causalidade de seu sucesso. A música estranha, sem baixo, misturando Rock, Jazz e Blues, com músicos sem formação profissional e com vontade de fazer música deram aos Doors a originalidade dos ícones da geração psicodélica.
Sutilmente o contexto da época e a influência da banda é reconstruída por Dicillo: os movimentos sociais, a Guerra Fria e a Guerra do Vietnã, a morte do presidente Kennedy e todo o culto americano à violência abominado por Morrison. Esse plano de fundo deu não só um teor crítico às letras da banda mas também uma consistencia madura ao filme que lhe permite fugir dos clichês sobre astros de rock drogados e inconsequentes. Essa cena na qual Morrison vivia se refletia em suas atitudes, transformando sua revolta em poesia. A sensibilidade, a profundidade de suas palavras e a aparente irracionalidade de suas ações instigavam seus companheiros de banda a explorar a música de forma inédita e experimental.
É impossível tratar dessa banda sem se referir aos acontecimentos da década de 60, marcada por manifestações civis, protestos juvenis e a revolução sexual ‒ o auge da contracultura. Batendo de frente com o moralismo, essa geração abriu horizontes para novos caminhos. E a arte foi a bandeira dessa revolução. Esse olhar politizado sobre a banda é apenas uma das faces apresentada pelo diretor. Valendo-se de imagens de arquivo do cotidiano de ensaios e turnês, desprendendo-se da estética documental de entrevistas ‒ com narração de Johnny Depp ‒ os editores fazem uma brilhante colagem de momentos únicos e preciosos.
Uma espécie de road movie mescla-se às sequências de arquivo dando um ar ficcional ao filme. São os fragmentos de uma produção não concluída estrelada por Jim, “HWY – An Americal Pastoral”, um curta-metragem experimental no qual o astro interpreta um ladrão de carros. Em sua juventude, Morrison estudou cinema, mas para nossa sorte percebeu a tempo que seu lugar era na frente das câmeras, não atrás delas. Criando a banda “The Doors”, viveu sua própria ficção.
As imagens em sua maioria são nostálgicas até mesmo para os que não viveram a geração “sexo, drogas e rock’n'roll”. A trilha sonora impõe seu aspecto universal, fazendo do documentário um musical fabuloso. O misto de som e imagem traz aos espectadores a grandeza do “The Doors” em seus intensos 6 anos de existência e também os mistérios por trás do mito Jim Morrison.
Sem dúvida, muitos dos maiores astros do rock tiveram contato com drogas e talvez por esse motivo tudo tenha sido tudo tão breve, tão excêntrico e intenso em suas carreiras. Com “The Doors” não foi diferente. A aura de ácido e álcool paira até hoje sobre cada nota de suas músicas, e os cruéis 10.000 days (27 anos) que assombram os ícones dessa geração não falharam com seu líder. De modo que, quando se fala de Jim Morisson e “The Doors”, não se trata apenas de uma banda, e sim de uma cultura, de uma geração.
When you’re Strange é emocionante para os nostálgicos da era “paz e amor”, instigante para os apreciadores da boa música e uma história intrigante para todos. O filme nos leva ao questionamento sobre a “alma” coletiva que se alimenta do corpo de ícones como Jim Morrison. Mas também sobre um mundo decadente, contaminado de mediocridade, e para o qual a transcendência parecia ser a única alternativa.
A esse mundo do “The Doors”, Dicillo nos abre as portas. A um espaço e um tempo idos. Não se trata de um olhar retrospectivo, mas de uma perspectiva de mudança.
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Rock e Psicodelia: As portas dos fazedores abrem essa semana no Deart com o filme de Tom DiCillo sobre «The doors» e a apresentação das bandas «Flamming Dogs» e «Ex-isto».
No Anfiteatro do Deart (UFRN)
Sexta-feira, 23 de Março, a partir das 18h.
Entrada Franca.